7 de novembro de 2009
Microcontinhos...Jana Lima
3 de novembro de 2009
Frase do dia...- Fabrício Carpinejar
30 de outubro de 2009
Interessere - Décio Pignatari
Na morte interessa o que não é morte
Na arte interessa o que não é arte
Na ciência interessa o que não é ciência
Na prosa interessa o que não é prosa
Na poesia interessa o que não é poesia
Na pedra interessa o que não é pedra
No corpo interessa o que não é corpo
Na alma interessa o que não é alma
Na história interessa o que não é história
Na natureza interessa o que não é natureza
No sexo interessa o que não é sexo
(: o amor que, de resto, pode ser abominável)
No homem interessa o que não é homem
Na mulher interessa o que não é mulher
No animal interessa o que não é animal
Na arquitetura interessa o que não é arquitetura
Na flor interessa o que não é flor
Em Joyce interessa o que não é Joyce
No concretismo interessa o que não é concretismo
No paradigma interessa o que não é paradigma
No sintagma interessa o que não é sintagma
Em tudo interessa o que não é tudo
No signo interessa o que não é signo
Em nada interessa o que não é nada
Décio Pignatari (1976)
22 de outubro de 2009
Lições que aprendi com ela...- Jana Lima
Eu faço muitas coisa que ela gosta e muitas coisas que ela não gosta...mas ela me ama mesmo assim...
Ela também, faz muitas coisas que eu gosto...e algumas que eu não gosto...mas eu não deixo de ama-la mesmo assim...
Quando ela está triste, eu fico tentando alegrá-la ou fazê-la esquecer da tristeza por alguns momentos...
Se eu estou triste, ela dá um jeito de fazer algo que eu gosto muito, pra que eu fique alegre...
Quando estamos tristes juntas, uma sempre dá um jeito de abrir mão da sua tristeza pra poder ajudar a outra...e sem combinarmos antes...
Quando ela está doente, eu cuido dela...e faço sopinha de batatinha e caldo de galinha...e dou guaraná...e remedios, claro!
Quando eu estou doente, ela compra chocolates e faz massinha na manteiga...com guaraná!
Quando temos grana, vamos ao cinema...se eu convido ela escolhe o filme...
Quando tem uma peça legal, e ela não passa de uma hora e meia, ela vai comigo...
Se temos grana pra comer num boteco, comemos juntas...
Se temos grana pra comer no indiano maravilhoso...comemos juntas...
As vezes eu choro, sem mais nem porque...ela me dá colo e diz "chora amor..."As vezes eu invento personagens e falo bobagens só pra ver ela virar japinha quando ri...
Quando dá, viajamos...e queremos aproveitar sempre o máximo...e eu sinto falta de ar...e ela fica preocupada...mas sempre namoramos...Temos dois filhos, uma casa, um carro, nossas familias e sonhos...temos muitos sonhos juntas...e a certeza de que vamos trabalhar ao máximo pra torná-los realidade...
...para então sonharmos mais...
Se ela está bem, eu estou bem...
E depois de cinco anos...
isso é amor...e é simples!
Assim como "Jana e Ju" ou "Ju e Jana"...
Enfim...é amor...
Ju... Te Amo!
A Rosa
Pixinguinha
"Tu és, divina e graciosa estátua majestosa
do amor, por Deus esculturada
e formada com o ardor,
da alma da mais linda flor, de mais ativo olor
e que na vida é a preferida pelo beija-flor.
Se Deus lhe fora tão clemente aqui neste oriente de luz
formada numa tela deslumbrante e bela,
teu coração, junto ao meu lanceado
pregado e crucificado sobre a rosa cruz do arfante peito teu
Tu és a forma ideal, estátua magistral
oh alma perenal, do meu primeiro amor, sublime amor.
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação de todo o coração
cintilas um amor
o riso, a fé, a dor em sândalos olentes cheios de sabor
em vozes tão dolentes quanto um sonho em flor
És láctea estrela, és mãe da realeza
és tudo enfim que tem de belo,
todo o resplendor da santa natureza
Perdão se ouso confessar-te, eu hei de sempre amar-te
Oh flor! Meu peito não resiste,
Ah, meu Deus o quanto é triste,
a incerteza de um amor que mais me faz penar
em esperar em conduzir-te um dia aos pés do altar
Jurar, aos pés do onipotente
em versos comoventes de luz,
e receber a unção da tua gratidão,
depois de remir, teus desejos
em nuvens de beijos hei de envolver-te
até o meu padecer, de todo fenecer."

Obs.: As fotos são nossas e, embora não sejam atuais, fazem parte da nossa história juntas...
21 de outubro de 2009
Porto Alegre CULTURAL
GENTEM... PORTO ALEGRE BORBULHA CULTURA!!! (to bem bairrista...)
Dizem, as linguas invejosas, que portoalegrense é bem bairrista, isto é, em tudo, o seu Porto Alegre, é melhor que as outras cidades...MAS E DÁ PRA NÃO SER??? Quer coisa melhor que ter programa cultural para os proximos 5 finais de semana?!?!?!? sendo a grande maioria "de grátis"!!!! Chego a ter taquicardia...
Set, o filho terceiro da família, só virá ao mundo cento e trinta anos depois, não porque a gravidez materna precisasse de tanto tempo para rematar a fabricação de um novo descendente, mas porque as gónadas do pai e da mãe, os testículos e o útero respectivamente, haviam tardado mais de um século a amadurecer e a desenvolver suficiente potência generativa. Há que dizer aos apressados que o fiat foi uma vez e nunca mais, que um homem e uma mulher não são máquinas de encher chouriços, as hormonas são coisa muito complicada, não se produzem assim do pé para a mão, não se encontram nas farmácias nem nos supermercados, há que dar tempo ao tempo. Antes de set tinham vindo ao mundo, com escassa diferença de tempo entre eles, primeiro caim e depois abel. O que não pode ser deixado sem imediata referência é o profundo aborrecimento que foram tantos anos sem vizinhos, sem distracções, sem uma criança gatinhando entre a cozinha e o salão, sem outras visitas que as do senhor, e mesmo essas pouquíssimas e breves, espaçadas por longos períodos de ausência, dez, quinze, vinte, cinquenta anos, imaginamos que pouco haverá faltado para que os solitários ocupantes do paraíso terrestre se vissem a si mesmos como uns pobres órfãos abandonados na floresta do universo, ainda que não tivessem sido capazes de explicar o que fosse isso de órfãos e abandonos. É verdade que dia sim, dia não, e este não com altíssima frequência também sim, adão dizia a eva, Vamos para a cama, mas a rotina conjugal, agravada, no caso destes dois, pela nula variedade nas posturas por falta de experiência, já então se demonstrou tão destrutiva como uma invasão de carunchos a roer a trave da casa. Por fora, salvo alguns pozinhos que vão escorrendo aqui e ali de minúsculos orifícios, o atentado mal se percebe, mas lá por dentro a procissão é outra, não tardará muito que venha por aí abaixo o que tão firme havia parecido. Em situações como esta, há quem defenda que o nascimento de um filho pode ter efeitos reanimadores, senão da libido, que é obra de químicas muito mais complexas que aprender a mudar uma fralda, ao menos dos sentimentos, o que, reconheça-se, já não é pequeno ganho. Quanto ao senhor e às suas esporádicas visitas, a primeira foi para ver se adão e eva haviam tido problemas com a instalação doméstica, a segunda para saber se tinham beneficiado alguma coisa da experiência da vida campestre e a terceira para avisar que tão cedo não esperava voltar, pois tinha de fazer a ronda pelos outros paraísos existentes no espaço celeste."
20 de outubro de 2009
No Caminho, com Maiakóvski - Eduardo Alves da Costa
Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.
I PARTE
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
II PARTE
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
III PARTE
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
IV PARTE
No silêncio de me quarto 
a ousadia me afogueia as face
se eu fantasio um levante;
mas manhã,diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
V PARTE
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
VI PARTE
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costela
se o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
VII PARTE
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
VIII PARTE
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
IX PARTE
E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita -
MENTIRA!

19 de outubro de 2009
... - Jana Lima
Você finge que vê...eu esfrego na sua cara...
Você finge que não ouve...eu grito...
E como uma metralhadora, saio desferindo palavras como projéteis...
E o que era apenas para ouvires...tu sentes....

Ele faz o noivo correto
E ela faz que quase desmaia
Vão viver sob o mesmo teto
Até que a casa caia
Até que a casa caia
Ele é o empregado discreto
Ela engoma o seu colarinho
Vão viver sob o mesmo teto
Até explodir o ninho
Até explodir o ninho
Ele faz o macho irrequito
E ela faz crianças de monte
Vão viver sob o mesmo teto
Até secar a fonte
Até secar a fonte
Ele é o funcionário completo
E ela aprende a fazer suspiros
Vão viver sob o mesmo teto
Até trocarem tiros
Até trocarem tiros
Ele tem um caso secreto
Ela diz que não sai dos trilhos
Vão viver sob o mesmo teto
Até casarem os filhos
Até casarem os filhos
Ele fala de cianureto
E ela sonha com formicida
Vão viver sob o mesmo teto
Até que alguém decida
Até que alguém decida
Ele tem um velho projeto
Ela tem um monte de estrias
Vão viver sob o mesmo teto
Até o fim dos dias
Até o fim dos dias
Ele às vezes cede um afeto
Ela só se despe no escuro
Vão viver sob o mesmo teto
Até um breve futuro
Até um breve futuro
Ela esquenta a papa do neto
E ele quase que fez fortuna
Vão viver sob o mesmo teto
Até que a morte os una
Até que a morte os una
(O Casamento Dos Pequenos Burgueses - Chico Buarque)
15 de outubro de 2009
Mestres - Jana Lima
Os tempos mudaram...querem ver?
No meu tempo o professor era sinônimo da mãe e pai. A eles devíamos respeito e obediência pois, fomos ensinados em casa que eles estudaram e se formaram para nos ensinar a sermos pessoas melhores...hoje, grande parte dos professores estuda para aprender que o aluno é um "cliente" e que "cliente" tem sempre razão...
No meu tempo, quando a sirene tocava, saimos correndo pro patio pra ver quem conseguia subir na amoreira antes e tocar amoras para os outros...hoje, quando o sinal toca, os alunos ficam nos corredores fumando, se agarrando, se emprenhando ou tramando assaltos, arrastões...
No meu tempo, quando chegavamos em casa, tinhamos que tirar o uniforme porque aquele era o uniforme para o colegio...hoje, as alunas vão quase nuas para as escolas e os meninos andam com as calças no meio das bundas com 90% das cuecas aparecendo e pior, se achando o maximo!
No meu tempo, tinhamos hora cívica durante todo o mês de setembro...em agosto, começávamos a ensaiar as passadas para o desfile..."esquerda forte, direita fraca...sempre olhando o pé do coleguinha da frente..." hoje, os alunos nem sabem o significado do feriado de 7 de setembro e ha quem troque, achando que o feriado deste dia é finados...
Tínhamos aula de Técnicas Doméstica, Técnicas industriais, Técnicas Comerciais, Técnicas Agrícolas, Educação Artisitica...ganhávamos merenda, gosto que me lembro até hoje, se fechar os olhos, a massa com proteína de soja...hummmm...
Tinha coisas que gostava, tinha coisas que eu não gostava tanto...mas foram exatamente as coisas que eu não gostava que me ensinaram que, ás vezes, é preciso fazer um pouco do que não se gosta, para fazer depois o que se gosta...
Os pais não eram chamados no colegio com tanta frequencia, pois eles não precisvam ser educados...éramos nós, os filhos, que tínhamos que nos esforçar para aprender...tinhamos que nos esforçar para nos defender...tínhamos querer...
Os tempos mudaram tanto que hoje todos os alunos sabe o funk da moda...no meu tempo, decorávamos o hino da escola...hino que eu sei até hoje...e é em homenagem a Tia Sueli, Tia Lúcia, professor Nilo, professora Zilá, Lenore, Rosaura, Beatriz e todas as outras mestras e mestres que agora não lembrarei (lá se vão quase 20 anos!) que eu dedico um pedacinho do hino que não sai da minha cabeça e que mesmo velhiiiiinha eu ei de lembrar...
"Olê..Olê..Olê..
Olê..Olê..Olê..
Olê..Olê..Olê..
Olê..Olê..Olá..
Olegariano teu braço levante
Sempre que a vida te chamar
Cumpre os passos, mostra a luz
Abre caminho
Guia o menino que por aqui passar
Aquela criança entusiasta
Que veio, para aprender
Encontrou nesse convívio
A busca constante do ser
nòs queremos querido Olegário
Tua imagem saber preservar
E mostrar em nosso futuro
QUE AQUI APRENDEMOS A AMAR..."
Abaixo as únicas 3 fotos que encontrei do meu colégio...vou ver se separo as fotos do meu tempo de Olegário pra postar aqui...lembranças de tempos bons são sempre bem vindas... (detalhe, as mesas são as mesmas do meu tempo!!!)
14 de outubro de 2009
A Mão do Amor - Roque Ferreira
“Eu queria que a mão do amor um dia traçasseOs fios do nosso destino
Bordadeira fazendo tricô
Em cada ponto que desse
Amarrasse a dor...
Em cada ponto que desse
Amarrasse a dor...
Como quem faz um crochê
Uma renda, um filó
Unisse as pontas do nosso querer...
E DESSE UM NÓ!”
(A Mão do Amor - Roque Ferreira)
Desculpem-me pela distância...estou dodói...mas em breve voltarei...e com novidades!!!
8 de outubro de 2009
Conclusão sobre a pressa humana - Jana Lima
Penso que o mundo de hoje é estranho.. 6 de outubro de 2009
Saudade - Maria Bethânia

Saudade a luz que sobra da pessoa
Saudade igual farol
Engana o mar imita o sol
Saudade sal e dor que o tempo traz
Saudade o som do tempo que ressoa
Saudade o céu cinzento a garoa
Saudade desigual nunca termina no final
Saudade eterno filme em cartaz
A casa da saudade é o vazio
O acaso da saudade fogo frio
Quem foge da saudade preso por um fio
Se afoga em outras águas
5 de outubro de 2009
Filmes
Quando é bom vale recomendar!!!
Assim eu vejo a vida - Cora Coralina
Cora Coralina (Assim eu vejo a vida, poema inédito em livro, publicado pela Folha de São Paulo em 4/07/2001)
2 de outubro de 2009
Reconstituição - Elisa Lucinda

29 de setembro de 2009
...eles são tudo de bom...

O gato não sabe
Se vai ou voa..."
- Alice Ruiz -
- Woodrow Wilson -
"O homem gostaria de ser peixe ou pássaro,
a serpente gostaria de ter asas,
o cão é um leão confuso...
Mas o gato quer ser somente gato,
e todo gato é um puro gato
desde o bigode ao rabo..."
Pablo Neruda

- Mark Twain -


- Vinícius de Moraes -
- Jô Soares -

Foto: Nuno Sacramento
"Era uma vez duas pulguinhas que passaram a vida inteira economizando e compraram um cachorro só pra elas..."
- Mario Quintana -
27 de setembro de 2009
Passou - Jana Lima
Você já se sentiu como se o tempo cronológico estivesse andando mais rápido do que o seu tempo???...










